Deus se apresenta de várias formas ao longo das Escrituras:

  • Ao chamar Abraão, como escudo (Gn 15.1). 
  • Com Moisés, o próprio Eu Sou, denotando sua auto existência (Ex 3.14). 
  • Perante o povo de Israel, o libertador da escravidão (Dt 8.14). 
  • Nos Salmos, bondoso e cheio de graça (Sl.86.5) 
  • No Apocalipse, o início e o fim, a completa eternidade (Ap 1.80

Mas com toda a certeza, um dos títulos mais belos e significativos atribuídos ao nosso Criador é o de Pai. Quando Cristo veio a Terra ensinou-nos como orar ao nosso Soberano Senhor, apresentando nossos pedidos e agradecendo por suas bênçãos, prece iniciada da forma que todos conhecemos:

“Pai Nosso que estás nos céus…” (Mt 6.9)

O título usado por Cristo, Aba, foi tomado como irreverente pelos judeus presentes, escandalizados pela alegada falta de esmero por parte de Jesus. Eles não reconheciam, portanto, que o Pai de Jesus era celeste e não habitava na terra como eles pensava, chamando o Senhor Todo-Poderoso de Pai e habitando junto dele na Trindade (Jo 10.29-30). 

Jesus não só tinha liberdade de chama-lo Pai por ser seu eterno Filho como também porque Deus é Pai de todos seus filhos que habitam na Terra. Ele não só é figura paterna para o Cristo como é Pai para nós como afirma Isaías:

“Contudo, Senhor, tu és o nosso Pai.
Nós somos o barro; tu és o oleiro.
Todos nós somos obra das tuas mãos” (Is 64.8) 

Ao crermos no nome do Senhor Jesus Cristo somos adotados como seus filhos e amados como tais (Jo 1.12), nascidos não da carne nem da descendência da natural mas do próprio Deus. Todos somos nascidos de novo a partir do Espírito dado pelo Pai (Jo 3.8) e como afirma Paulo, “se somos filhos também somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo (Rm 8.17). Ainda que não sejamos filhos de Abraão para herdar a promessa, somos filhos do Pai ao amar e aceitar o seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 8.42), diferente dos judeus que acreditavam tê-lo como Pai mas negavam seu filho enviado em pleno sacrifício para a nossa salvação (Jo 3.16)

É por isto que o Senhor se importa tanto com a figura paterna e institui a família como base de nosso crescimento, sendo o quinto dos Dez Mandamentos, os princípios fundamentais que regem nosso pacto com Deus, “Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá” (Ex 20.12).

Honrar nossos pais é uma atribuição tão importante a nós como filhos que determina a longevidade do sopro de nossa vida, mandamento reafirmado nos Provérbios com uma ameaça: “Se alguém amaldiçoar seu pai ou sua mãe, a luz de sua vida se extinguirá na mais profunda escuridão” (Pv 20.20).

Ser obediente aos nossos pais é uma eterna ordenança do Senhor e reflete a nossa relação com Ele. Por este mesmo motivos os pais têm de buscar serem como Deus, pais justos, pacientes, bondosos, perdoadores e acima de tudo, amarem de todo o coração os seus filhos, herança do Senhor (Sl 137.3). Tal amor é mostrado não apenas com regalias e privilégios mas principalmente com a instrução nos caminhos do Senhor, livrando seus filhos do mal (Pv 22.6)

Assim, nosso papel como filhos é ser como Cristo, obediente em tudo e atendendo a vontade superior de seu Pai sem questionar, sendo recompensado por isto (Jo 6.38; Fp 2.9). Sejamos obedientes a nossos pais pois isso agrada ao Senhor e mantém a saúde de nossos relacionamentos (Ef 6.1-3), acima de tudo agradecendo por tê-los em nossas vidas e dando-lhes a honra devida, lembrando sempre de nosso eterno e primeiro Pai, o nosso Senhor, o qual nunca nos abandonará.

 Graça e paz a todos vocês,

Luigi Bonvenuto

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